Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) publicaram na revista Nature a descoberta de uma proteína inédita, batizada de REPA-7, que desempenha papel central no reparo de quebras duplas na fita de DNA — um dos danos mais graves que uma célula pode sofrer.
O que são quebras duplas no DNA
Ao contrário de danos simples que a célula repara com facilidade, as quebras duplas (DSBs) afetam as duas fitas da hélice simultaneamente. Se não reparadas corretamente, levam a mutações, instabilidade genômica e, em última instância, câncer.
A descoberta
A equipe do MIT, liderada pela Dra. Sarah Chen, identificou a REPA-7 durante um screening de proteínas nucleares em células sob estresse genotóxico. A proteína atua como "andaime molecular", recrutando outras enzimas de reparo para o sítio do dano com 40% mais eficiência do que o mecanismo anteriormente conhecido.
Implicações terapêuticas
A descoberta abre duas frentes promissoras:
Oncologia: tumores que hipereexpressam REPA-7 podem ser mais resistentes a radioterapia. Inibidores da proteína poderiam sensibilizar células cancerosas ao tratamento.
Doenças genéticas: aumentar a atividade de REPA-7 pode beneficiar pacientes com síndromes de instabilidade genômica como a Ataxia-Telangiectasia.
Ensaios clínicos de fase I estão previstos para 2027.