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Ciências

Cientistas mapeiam novo mecanismo de reparo do DNA

Pesquisadores do MIT identificaram uma proteína até então desconhecida que atua no reparo de quebras duplas no DNA, abrindo caminho para novas terapias contra câncer.

11/04/2026

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) publicaram na revista Nature a descoberta de uma proteína inédita, batizada de REPA-7, que desempenha papel central no reparo de quebras duplas na fita de DNA — um dos danos mais graves que uma célula pode sofrer.

O que são quebras duplas no DNA

Ao contrário de danos simples que a célula repara com facilidade, as quebras duplas (DSBs) afetam as duas fitas da hélice simultaneamente. Se não reparadas corretamente, levam a mutações, instabilidade genômica e, em última instância, câncer.

A descoberta

A equipe do MIT, liderada pela Dra. Sarah Chen, identificou a REPA-7 durante um screening de proteínas nucleares em células sob estresse genotóxico. A proteína atua como "andaime molecular", recrutando outras enzimas de reparo para o sítio do dano com 40% mais eficiência do que o mecanismo anteriormente conhecido.

Implicações terapêuticas

A descoberta abre duas frentes promissoras:

Oncologia: tumores que hipereexpressam REPA-7 podem ser mais resistentes a radioterapia. Inibidores da proteína poderiam sensibilizar células cancerosas ao tratamento.

Doenças genéticas: aumentar a atividade de REPA-7 pode beneficiar pacientes com síndromes de instabilidade genômica como a Ataxia-Telangiectasia.

Ensaios clínicos de fase I estão previstos para 2027.

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